Publicada em 26-05-2009
Trocar cartões é apenas o início de tudo
O consultor empresarial Thomas Reaoch, norte-americano radicado no Brasil há 38 anos, também acredita que o networking é um dos principais ativos a serem perseguidos pelos empreendedores e empresas. "Esse é o tipo de trabalho que não acaba nunca e que demanda cuidado e atualização constantes", enfatizou. Diferente da sede da organização e das máquinas da linha de produção, a agenda - sim, aquele caderno que todo mundo ganha mas dá para o primeiro colega que passa na frente - é um ativo a ser manuseado e guardado com toda a cerimônia que merece.
No entanto, diferente de outros povos, o brasileiro não desenvolve e nem usa a habilidade de ser lembrado e encontrado por outras pessoas. Há quem se justifique pela "vergonha" de se apresentar a um estranho e aqueles que deixam de ir a uma reunião ou evento porque não conhecem nenhum dos presentes. De acordo com o consultor, é preciso estar sempre pronto para fazer novos relacionamentos, não aqueles de nome e apelido, mas elevá-los na qualidade, por meio da troca de cartões de visita e dos contatos e da lembrança de sobrenomes, empresa na qual trabalha e assim por diante.
Adquirir essa habilidade requer treinamento. Muito, diga-se de passagem. Segundo Reoach, é preciso transformar o cartão de visita em investimento e, ainda, criar uma cultura associativa, seja em agremiações e entidades de classe, projetos assistenciais, comunitários ou mesmo religiosos. Frequentar essas diversas redes de contato pode render bons dividendos para a empresa que está sendo criada e para outras, que já se consolidaram no mercado. "Não se trata de saber quantas pessoas você conhece, mas quantas conhecem você", afirmou.
Em outras palavras, fazer networking é uma prática interessante não apenas para quem dá o cartão de visita e se dispõe a conhecer pessoas novas, mas também para aqueles que o recebem e que demonstram a vontade de ampliar a sua rede de contatos. Nessa negociação ganham todos, principalmente quando podem ser facilmente encontrados. (Luciana Sampaio)
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